Tem, mas acabou.
Recuperada dos tormentos do fim de ano, de alma lavada com água salgada de Ubatuba e prestes a embarcar para 2 semanas no meio do mato (isso eu conto depois), desculpo-me pela demora.
Apesar das férias da faculdade, a vidinha nossa de cada dia continua... E com ela, assunto para o blog!
Terça-feira fui pra baladinha, na Lov.e. Havia muuuito tempo que eu não saia pra dançar, então foi bacana, apesar da companhia não ter achado o mesmo. Antes de chegar lá, passamos no posto de gasolina – para evitar episódios como aquele em que 5 donzelas maquiadas e de salto precisaram empurrar o carro no semáforo.
Paramos num postinho com uma faixa que anunciava o combustível a R$2,40 (ou algo que o valha). Preço bom, considerando-se a região.
- Por favor, amigo, coloca dez reais de gasolina pra mim?
- Você tem o cartãozinho do posto?
- Não.
- Ah, então, o preço é R$2,50.
A faixa não avisava sobre o cartão.
- Mas... E como eu posso fazer esse cartão?
- Então, é só preencher os dados da ficha ali no balcão.
- Bom, então espera um pouquinho que eu vou lá fazer!
E ouve-se a brilhante resposta;
- Tudo bem, mas é que hoje a gente não tá aceitando o cartão.
Ótimo. Por que, então, não nos poupar da longa conversa? Será que ele precisava de amigos? Ou será que o óbvio nem é tão óbvio assim?
Na verdade, o óbvio não existe. Depende-se do referencial pra dizer o que é evidente ou não. E esse referencial nem sempre fala a mesma língua do interlocutor.
É a velha história do “tem, mas acabou”. Resposta idiota, culpa da pergunta burra que a motivou. Como é difícil se entender hoje em dia. Aliás, não creio que esse seja um mal dos nossos tempos. Acho que, ao longo da história da humanidade, cretinices homéricas não teriam existido se as pessoas conseguissem se comunicar melhor.
Por favor, sejam mais objetivos no posto de gasolina, ok?
Escrito por Fernanda Senna às 12h42
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