Das coisas – ou Sobre como fazê-las
Às vezes penso que se fosse representada por um símbolo, por mais brega que fosse, seria um coraçãozão, bem vermelho e vivo.
É como se tudo que eu fizesse tivesse uma porção muito maior de paixão que razão... Mas uma paixão consciente e auto-controlada, uma insentatez comedida, uma impulsão notadamente racional.
Sabe, tesão pelas coisas... Vontade de agarrar tudo que couber nos braços e, se não couber, pedir ajuda pra alguém bem querido pra segurar junto... Fazer cagada porque sentiu que era a hora de fazer a cagada e, mesmo com todo mundo lhe dizendo que foi uma cagada, assumir a autoria com orgulho...
Um pouco de teimosia, um pouco de inflexibilidade, mania de perfeição, talvez...
Mas, acima de tudo, vontade de me meter até onde não fui chamada! Vontade de ajudar, de querer fazer do meu jeito e aprender a fazer de outros jeitos.
De fato, eu faço muita besteira... Mas algumas até que prestam pra alguma coisa, nem que seja como mau-exemplo ou como exemplo para “viu, crianças, no que dá fazer isso?”.
E é difícil ser diferente, depois de tanto tempo insistindo: no mínimo, quando tudo acaba, a gente dá um bocado de risada...
Ouvindo Por causa de você, menina – Jorge Ben
Escrito por Fernanda Senna às 22h34
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