Eu quero um pouco do que Pier Paolo Pasolini tomou!!!
Que loucura!!!
Primeiramente, eu gostaria de me desculpar por estar afastado há alguns dias(aliás, não só eu como a ferrr também). A vida foi corrida nestes últimos tempos, incluindo nesta correria uma maravilhosa viagem pro Guarujá (pretendo relatá-la posteriormente, pois foi algo mto interessante).
Pois bem, o intuito deste post é comentar o "brilhante" filme de Pier Paolo Pasolini, TEOREMA, datado de 1968 e em cartaz no CineSESC. As aspas em "brilhante" não significa ironia, pelo contrario, o filme é realmente bom, se levarmos em consideração as técnicas de filmagem e produção da década de 60.
Contudo, há, no meu pensamento, dois modos de se viver esta experiência. A primeira delas é pesquisar tudo sobre o filme pra dar uma de intelectual no fim do filme, fazendo comentários que não são de sua autoria, mas que são capazes de formar uma roda em torno do locutor. A outra é mais divertida e consiste em simplismente ler o título do filme e resolver entrar para conferi-lo.
Eu optei pela segunda forma e foi uma experiência "felomenal". E por que cheguei a esta conclusão? Porque meu subconsciente foi capaz de captar os detalhes que meu consciente não teria sido capaz, ou seja, as balizas mentais eram muito mais amplas, pois não seria necessário comparar se as críticas que li realmente condiziam com aquilo que o filme tentava expor.
Não vou aqui relatar o tema do filme, mas quero apenas descrever a experiência de receber uma descarga de informação contra-cultural, para as quais não estamos preparados ... isso significa se despir de todos os preconceitos, formados pelo senso-comum e transmitidos pela mídia convencional, para que seja possível absorver as demais facetas da realidade em que vivemos ou daquela que já se foi.
Evidentemente, esta é uma tarefa árdua. Eu não consegui realizá-la por completo. Por vários momentos, tive o ímpeto de sair da sala, mas a ferrr me fez permanecer até o fim (sendo este surpreendente), e, ao final do filme, as primeiras palavras que sairam da minha boca foram: "Ou eu dormi muito no filme ou ele é incompreensível"...
Todavia, passado a revolta de não ter entendido o filme no início, após alguma reflexão conjunta com a minha adorada/adorável namorada, o mesmo passou de um rélis filme europeu underground para uma obra-prima do cinema. A visão que Pasolini nos deu sobre o vazio imperativo na burguesia italiana foi clara de tal forma que te faz o convite a repensar os vazios que nos ocupam também. Isso sem falar no estranho fato de Pasolini ser um materialista-histórico cristão, da metáfora da anunciação utilizada no filme e época em que ele foi lançado aqui no Brasil (em plena ditadura militar), pois este abusa do sexo.
Bom, era isso o que eu tinha pra dizer... fica o convite pros curiosos a assistir o filme e pensar na vida! Principalmente pro Zezé, meu ilustre amigo cinéfilo.
Abraços, beijos e t+!
Escrito por Ivan.Zulu às 23h27
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