Água
Tenho uma relação interessante com a água. Não sei nadar, mas o mar me fascina. Também não gosto de água gelada, mas um rio ou cachoeira me faz andar quilômetros...
De tempos em tempos, meu corpo – e minha alma, por que não – sentem uma necessidade tremenda de se lavar em água corrente. Daquelas que correm bem, pra levar embora aquilo que não quero mais comigo.
No último feriado me esforcei por ir ver o mar, mas uma série de contratempos não me deixou. No entanto, sábado me resolvi por acompanhar 3 amigos num passeio pela vila de Paranapiacaba.
Nem precisei ir tão longe pra água me encontrar: numa das trilhas, lá estava ela, doidinha pra me molhar.
Coloquei os pés, devagarinho, pra não assustar. Os tornozelos, canela e quase o joelho vai junto. Água pra lavar o rosto, os braços, a nuca. Água pra me levar pra fora de mim.
Acho que a água liberta a vida... É água que molha a planta e faz flor nascer, é água que forma o alface e a melancia, a onda e até a gente mesmo. É água que leva oferendas pra iemanjá, é água que leva barco, garrafa com mensagem, peixinho e tubarão. É água que lava, que limpa, que mata a sede
É água, também, que leva a vila ribeirinha e obriga a construir tudo outra vez...
A água liberta... nem que seja uma vida nova.
Ouvindo” Comptine D’un Autre ete: L’ap” de Yann Tiersen (Trilha de Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)
Escrito por Fernanda Senna às 18h08
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Simplicidade
Hoje estive pensando sobre o que quero da vida...Sabe o que eu quero? Eu quero andar pelada pela casa (quem sabe, pela rua!)... Quero gritar quando entrar no mar gelado... Quero acordar descansada com um beijo na testa e cafuné...quero sentir tudo que puder me fazer bem, quero me permitir e quero permitir a outros que me sintam...
Eu quero grama verde, mais viva que o verde do meu quarto... e fresquinha, com jeito de que deixa a bunda suja de terra quando a gente senta.
Quero amor, não daqueles que se compra em loja de conveniências, feitos de coisinhas fofas em comum e com problemas descartáveis... quero amor que faça perder a cabeça, sem a ressaca moral do dia seguinte. Amor que faça sentir bem, sem importar a ficha de quem nos faz sentir assim.
Quero sabores descompromissados de dar algo em troca. Quero música que me leve. Quero flores perfumadas e coloridas que façam sentir-me boba, quero mãos que me acolham e me façam querer mais toque.
Quero ser tocada com delicadeza, e ao mesmo tempo com a intensidade de quem não quer soltar... Quero ser visitada com carinho e ter a honra de pedir pra voltar.
Quero rir, quero dormir, quero acordar e rir de novo, até de mim mesma.
Rir da simplicidade que me faria feliz.
Ouvindo “ Vienen bajando", de El Mato a um Policia Motorizado
Escrito por Fernanda Senna às 21h48
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Ói o trem...
Acho que tenho uma quase fixação por meios de transporte coletivos. Talvez se deva ao fato de passar grande parte do meu dia na condução, mas muitas de minhas histórias favoritas – normalmente envolvendo gentes – têm esse cenário.
Nos últimos tempos venho descobrindo novas rotas pelos trens da cidade. Já devo ter embarcado em mais de 30 trens nos últimos dias, mas ainda não me acostumo com o desespero das pessoas por sair ou entrar do vagão (sempre inversamente ao que eu pretendo fazer no momento), às vezes pra ficar em pé. Será que é tão difícil entender que, se eu sair primeiro, haverá mais espaço do lado de dentro? Ou que não faz sentido se matar pra entrar e avançar somente uma estação se todos os lugares já estão ocupados?
Minha atração talvez se deva ao fato de que o trem – e outros veículos – funcionam como uma vitrine: os mais diversos tipos humanos passam por ali. Dia desses, foi o homem que passou a discutir conosco acerca da inviabilidade de se ter filhos rumo ao fim do mundo (sensatez ferina ao instinto maternal). Depois, outro ria-se sozinho com os monges franciscanos que andavam com os pés descalços: “São gringos, né? Porque brasileiro nenhum ia ‘tar andando descalço aqui!”
Vende-se bala “di catiguria”, chiclete, chocolate, amendoim, tesoura “que corta até cabelo” e, se bobear, até a mãe. E tudo a preços bem abaixo do que o menos ambicioso comerciante poderia praticar.
Se fala da vida alheia e da própria em um volume impraticável – justificado pelo barulho da composição – que torna o assunto compartilhado. Taí, mais um elemento de reunião.
Outrora, o público usuário dos trens foi mais homogêneo... Hoje, num tempo em que andar de carro é coisa de louco (pelo menos numa cidade como São Paulo), as cores se misturam mais. Gente com diferentes contas bancárias, desejos, jeitos e até cheiros (elemento importante a se considerar em conduções lotadas de fim de tarde) se juntam num outro trem, humano.
Escrito por Fernanda Senna às 13h20
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Coisa fresca
Vamos combinar uma coisa: depois de toda, mas de toda tempestade - ou chuvinha à toa mesmo - vêm um cheiro delicioso de coisa fresca...
E pra mim, coisa fresca é uma das coisas mais empolgantes pra se viver.
Tem gente que não sente falta de novidade. Eu sim: tem coisa mais chata que rotina? Rotina daquelas bem costumeiras, que não dão brecha pra mínima faísca de ousadia. E que cansam de tão automáticas.
Cada dia tem que ser diferente dos outro. Não porque o Senhor Calendário disse, mas porque são REALMENTE diferentes. Seja por uma pessoa diferente que a gente conhece, seja por um novo gosto, um novo cheiro, uma nova cor ou um bem menos poético novo caminho de volta pra casa (quiçá pegar um ônibus diferente?), mas creio ser fundamental uma pecha de surpresa frente aos tão cotidianos quefazeres, nem que seja pra dar a curiosidade de descobrir a novidade da próxima alvorada. Pra continuar a caminhada, mesmo.
Outrora disse Clarice Lispector: " A solução do enigma é a repetição do enigma". Numa metáfora bem clichê, tá bom, a vida pode ser o raio do enigma. E a repetição, a rotina, soluciona o grande mistério. E quem disse que eu quero descobrir qual é a solução?
Ouvindo "Você me faz continuar" do CD novo do Cachorro Grande, Todos os tempos (bão!)
Escrito por Fernanda Senna às 22h57
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Tristeza
O prenúncio da fossa já vinha na quinta passada...
Primeiro só aquela sensação de frio que não passa com cobertor. Depois, uma sucessão de fatos tristes quem nem vem ao caso me lamuriar aqui.
Mas estou num momento de chorar e só. Ouvir um pouco de música triste, pra catalisar, escrever pra quando acabarem as lágrimas.
Isso é bom de vez em quando, especialmente quando não sabemos por que choramos. Mas quando se sabe, as lágrimas são mais salgadas.
Choro baixinho, quieto, de quem esconde o rosto vermelho e mente que não chorou, só pra não ter que inventar uma história - seria impossível traduzir o que se sente.
Tristeza mesmo, não melancolia...
Tristeza que chora porque não grita, e para não ficar engasgada, se liquefaz.
Tristeza digna de bebedeiras homéricas e sonetos, de vontade de dormir e não acordar (não sozinho), de chorar até inchar.
Tristeza que dói agudo na gente. E que a gente não sabe explicar direito, porque é só nossa. Que nos deixa confusos e sem saber o que fazer.
Por isso, o choro.
É uma angústia doída de impotência e de “tarde demais”, não eu, quem chora.
Eu, já nem respondo mais.
Ouvindo Asleep, The Smiths
Escrito por Fernanda Senna às 22h58
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O cheiro do ralo
Semana passada aproveitei a promoção dos cinemas paulistanos (filmes a R$3) e assisti ao “O cheiro do ralo”. Pra quem nunca ouviu falar, trata-se do novo filme de Selton Mello e fala, basicamente (segundo as palavras do próprio), de um cara que se apaixona por uma bunda. Está certo, o filme vai bem além disso e trata com humor da vida de um cara que vive de comprar coisas que pessoas desesperadas tentam lhe vender. Aos poucos, entra num processo de coisificação de tudo, no qual ele detém o poder de compra. O ralo entra com o cheiro que empesteia seu escritório e a bunda é uma das “coisas” que ele quer comprar.
Tudo isso pra dizer que São Paulo, na última semana, era o próprio cheiro do ralo. Com a greve dos trabalhadores de limpeza urbana, a cidade assumiu um odor desagradável, mas condizente com a grande produção paulistana dos últimos tempos: lixo.
No filme, lá pelas tantas, o personagem começa a ser atormentado pelo cheiro do maldito ralo, que passa a se confundir com seu próprio cheiro. Como no filme, pensei em como, muitas vezes (e infelizmente), somos capazes de nos reconhecer em nosso lixo.
Incomodada, a população reclamava, porém continuava a acumular os restos nas ruas. Antes lá fora que dentro das casas, provavelmente pensavam. Assim, talvez, qualquer crise psicológica que o cheiro dos sacos de lixo pudesse provocar se afastava à distância de um portão.
Para mais informações sobre o filme: http://www.ocheirodoralo.com.br/index_ie.htm
Ouvindo o CD Riot on an Empty Street - Kings of Convenience
Escrito por Fernanda Senna às 22h17
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A mesma luta
Estive ontem na Marcha Mundial das Mulheres, lá na avenida Paulista. Não cheguei a ver o que a grande mídia fantasiou a respeito de um ato bem organizado (dada a quantidade de pessoas) e pacífico, mas dá pra imaginar...
Obviamente, foi circunstancial a visita de Bush na data internacional de luta feminista, afinal não se podem dissociar as razões que movem à luta de mulheres e à luta contra o neoliberalismo. Não se pode imaginar emancipação feminina legítima numa sociedade em que as pessoas tornam-se menos importantes que as coisas que podem comprar.
Há que se dizer, entretanto, que ainda não cheguei a uma conclusão clara sobre o ato de ontem. Àqueles que imaginam que se tratou de reunião de baderneiros, anuncia-se que sim, havia algumas pessoas (conta-se na mão) que sequer sabiam o que estavam fazendo ali. E muito provavelmente, tenham sido esses que se envolveram em algum tipo de embate com a polícia despreparada que, na revida, lançou bombas sob o vão livre do MASP, onde se concentravam a maioria das mulheres, deficientes e crianças e de onde não se tinha para onde correr. Por outro lado, talvez a bandeira “Fora Bush” tenha roubado o tom lilás da marcha, e é aí que reside minha dúvida...
Ressalto, mais uma vez, que a luta contra um modo de produção opressor está em uníssono com a luta contra outras formas opressoras, inclusive contra a mulher. Mas confesso uma certa angústia por outros companheiros que não percebem que a luta é uma só...
Ouvindo “Pra não dizer que não falei das flores”, Geraldo Vandré
Escrito por Fernanda Senna às 19h33
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O bêbado –Parte III
Mais uma vez, me reporto aos acontecimentos num coletivo paulistano. Invés de segunda, era uma quarta (o que dá quase no mesmo, haja vista que meus dias não têm se distinguido muito).
Era um homem de cerca de 40 anos, ocupando dois bancos: um para ele e outro, supostamente, para a embriaguez...
Do alto de sua inspiração, começou a fazer alguns comentários acerca de política nacional.
E, uma das pérolas que mais risinhos escondidos provocou, foi quando disse que gostaria de saber qual a droga que as pessoas estavam tomando pra tolerar as coisas como estavam acontecendo...
Por quê? Porque ele queria um pouco também...
Ouvindo sambas de carnaval...
Escrito por Fernanda Senna às 14h06
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Revolução da natureza socialista
· Milhares de desabrigados em função de chuvas;
· Perda de produção agro-pecuária;
· Carros que se vão em países que enfrentam rigoroso inverno;
· Perda de bens diversos em desabamentos.
Parece que, como os humanos não decidem, consensualmente, pelo socialismo, as forças da natureza vêm se encarregando da revolução...
Ouvindo “Construção”, Chico Buarque
Escrito por Fernanda Senna às 20h17
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Lumina
Acabou Natal, Reveillon, fogos de artifício e pisca-pisca. Mas as luzes na cidade que, vez por outra ameaça cair num buraco, nunca se apagam.
Aqueles que tiverem a oportunidade de observar a cidade do alto durante a noite e, especialmente em regiões relativamente urbanizadas, compreenderão o que digo. Tal e qual num pisca-pisca, as janelinhas dos apartamentos se iluminam alternadamente. Há as luzes de sinalização e as que se refletem nas janelas, vindas dos automóveis. E tudo provoca um espetáculo, no mínimo, peculiar.
E trazer a cidade à luz, sem dúvida, lhe dá um pouquinho de vida renovada.
Escrito por Fernanda Senna às 16h36
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Planos
Dia desses de nossas férias (do Ivan, sim, da faculdade, minhas, do mundo real por tempo indeterminado), decidimos tomar um café em algum lugar bacaninha por aí.
Era bem tarde da noite, mas era preciso ir ao banco para fazer um incomum depósito (me lembro muito mais de saques...). Paramos o carro, sem prestar muita atenção no tamanho de nossa invasão: a pequena área coberta servia, àquela hora, de quarto para um morador de rua.
Ele ajeitava cuidadosamente sua “cama”, de modo que se isolasse da umidade desses dias chuvosos de verão no sudeste. Em seguida, um possível companheiro de guerrilha urbana se aproximou, não cabendo e si de tanta realização.
Dizia ele: “Olha lá, meu carrinho! Comprei hoje 3 compensados de madeira, a 16 reais cada um, pra dar um jeito nele. Mas ficou bom, olha!”
São Paulo. Uma noite chuvosa de janeiro. E o cara, feliz pra burro porque tinha investido 48 mangos no seu instrumento de trabalho.
O café, depois disso, ficou amargo por algum tempo.
Ouvindo “Vai levando”, do grande Chico.
Escrito por Fernanda Senna às 21h34
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Adeus ano velho! – Parte II
Como eu já dizia... Ano novo, vida nova. Mas tem uma porção de coisas que farão de 2006 um ano muito especial.
Engraçado... No ano passado, por volta desta mesma época do ano, me lembro de ter lido num blog qualquer (afinal, apenas quem escreve num blog lê outros blogs) uma espécie de retrospectiva individual, em que o autor listava a série de coisas mais marcantes daquele período, fato esse que se repetia ano a ano. Faltou-me inspiração naquela instância... Mas agora, voi lá! Eis minha listinha retrospectiva de acontecimentos fabulosos, em ordem quase cronológica (pq o que não foi legal, a gente esquece, né?):
- a Amazônia;
- as pessoas – e, principalmente, as pessoinhas - que tive o imenso prazer de conhecer aqui pertinho e no país inteiro;
- manifestação nas ruas de BH;
- Florianópolis;
- as viagens com as minhas meninas
- a carta de aniversário de namoro lida em público;
- minha mãe de padrinha (cadê o debate de gênero?);
- o vôlei na Interfono;
- uma sobrinha neném cor-de-rosa;
- chorar, chorar e chorar, só porque era o último ano na faculdade;
- o presente de formatura da minha tia;
- as reuniões incansáveis do movimento estudantil;
- rir, rir e rir nas reuniões da minha família maluca querida;
- sentir saudades...
Obs.: esta lista está sujeita a alterações...
Ouvindo “Hello, Goodbye”, dos Beatles
Escrito por Fernanda Senna às 21h53
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Adeus ano velho!
Ano novo, vida nova. Talvez, pela primeira vez em pelo menos 4 anos, trata-se da vida mais nova que um ano novo vai me trazer. E, diga-se de passagem, é tudo tão novo, mas tão novo, que ainda nem abri o pacote...
Foi tudo muito lindo. Mas muito triste também. Entregar TCC, assinar o diploma (que, de tão grande, não caberia numa gaveta se eu ousasse guardá-lo), preparar o discurso de oradora, me atrasar pra colação e apresentar o cabelo novo só para o baile, com a minha mãe de padrinha... Uma mistura de realizações com o medão de não saber muito bem aonde ir.
E agora, José? Agora que a festa REALMENTE acabou, agora que a luz REALMENTE apagou, agora que o povo REALMENTE sumiu, que a noite REALMENTE esfriou, e agora, José? E agora, Fê?
Bom... Agora, é fazer todas as simpatias possíveis e imagináveis e esvaziar a garrafa de champagne pra que o José saiba exatamente para onde marcha...
Ouvindo "O dia de amanhã", Cachorro Grande
Escrito por Fernanda Senna às 21h20
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Escrito por Fernanda Senna às 22h06
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Inferno astral
Dizem que um certo tempo antes de a gente fazer aniversário passamos por nosso inferno astral. Daí, quando chega o grande dia, tudo fica mais feliz porque os astros se manifestam, e então a maré de azar se vai.
Sendo assim, das duas, uma: ou os meus astros andam meio lentos (meu aniversário já passou, poxa!) ou minha mãe me batizou no dia errado.
Quinta-feira, dia 05.10.2006. A exatamente uma semana do dia das crianças, eu, a Rafa e a Naomi (porque será que esse tipo de coisas só acontece quando estamos juntas?) tivemos a brilhante idéia de ir até a 25 de Março. Passeio supimpa.
Cansaço, empurra-empurra e otras cositas típicas. Um camelô, uma rua, eu. Eu e o camelô. A rua. Ambos vimos a rua, mas nenhum ao outro.
Conclusão: eu fui atropelada pelo carrinho do ambulante. E doeu! Tudo bem que ele me pediu desculpas, mas fiquei tão chocada que mal pude amaldiçoar suas futuras gerações. O roxo ta aqui na coxa.
Daí, na sexta, fui tirar o siso. O, não, “os”. Umas quatro injeçõezinhas, duas de cada lado, uns puxões, um pouco de sangue. Pronto.
Eu já parecia o Fofão.
Fim de semana, tão aguardado. Saí de casa uma única vez, para ir até a rodoviária. Quase desenvolvi umas úlceras de pressão. Matei todas as saudades da minha cama. E com minha super dieta a base de líquidos e pastosos, daria meu reino por um bifinho.
O inferno astral dá mostras de que se vai... A semana mal começou e já estamos, praticamente, na quinta!
Andá com fé eu vô, que a fé não costuma faiá...
Escrito por Fernanda Senna às 22h01
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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos MSN - fe_senna35@hotmail.com
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